ARIEL PALACIOS - Agência Estado
"A oposição vai perder as eleições presidenciais." Sorrindo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pronunciou a frase durante a 39ª Cúpula de presidentes do Mercosul, realizada hoje na cidade argentina de San Juan. O público que ouviu a declaração era composto pela presidente do país anfitrião, Cristina Kirchner, e os colegas Sebastián Piñera, do Chile, José Mujica, do Uruguai, Evo Morales, da Bolívia, e o paraguaio Fernando Lugo, além de representantes dos governos de Peru, México, Colômbia e Egito.
"Para quem está no governo oito anos não é nada", disse Lula, em referência a seus dois mandatos presidenciais consecutivos. "Mas, com certeza, para a oposição, oito anos é uma eternidade", ironizou o brasileiro perante os presidentes do Mercosul, vários dos quais riram com o comentário de Lula, que teve cautela em evitar de citar de forma explícita o candidato José Serra, do PSDB.
Na sequência, Lula brincou com o idioma local ao iniciar uma declaração: "Entonces ("então" em espanhol), terei que sair um pouco para contemplar a oposição, que quer disputar uma eleição, embora vá perder." Ele também criticou - sem citar nomes - representantes da oposição que são contrários ao Mercosul.
Depois, em coletiva de imprensa, o presidente brasileiro citou o crescimento do comércio do bloco e destacou que com a Argentina o fluxo comercial bilateral no primeiro semestre deste ano foi de US$ 15 bilhões, um recorde histórico. "E com certeza chegaremos aos US$ 30 bilhões neste ano", afirmou.
Eleições 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
CNBB contra Dilma Rousseff
Em carta, CNBB pede que fiéis não votem em Dilma21/07/2010 às 20h31m RIO - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma carta na última segunda-feira na qual pede que os fiéis não votem na candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.Leia a carta na íntegra:"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus"Com esta frase Jesus definiu bem a autonomia e o respeito, que deve haver entre a política (César) e a religião (Deus). Por isto a Igreja não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para que o que é de "Deus" não seja manipulado ou usurpado por "César" e vice-versa."Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César. Vice-versa extrapola da missão da Igreja querer dominar ou substituir-se ao estado, pois neste caso ela estaria usurpando o que é de César e não de Deus."Já na campanha eleitoral de 1996, denunciei um candidato que ofendeu pública e comprovadamente a Igreja, pois esta atitude foi uma usurpação por parte de César daquilo que é de Deus, ou seja o respeito à liberdade religiosa."Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente), ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência."Na condição de Bispo Diocesano, como responsável pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que - por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21)."Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais "liberações", independentemente do partido a que pertençam."Evangelizar é nossa responsabilidade, o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro desses princípios, o melhor para o Brasil e nossos irmãos brasileiros e não é contrariando o Evangelho que podemos contar com as bênçãos de Deus e proteção de nossa Mãe e Padroeira, a Imaculada Conceição."Dom Luiz Gonzaga Bergonzini"
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Injustica Eleitoral: o olhar torto da tal de Justica Eleitoral
134 milhões ou apenas 7?Reinaldo Azevedo, 4.08.2010Um dos textos que escrevi na madrugada de ontem começava assim:“O petismo só triunfa e tem triunfado porque seus advogados e procuradores na imprensa submetem a política ao que chamo “obscurantismo das luzes”. (…) O mais espantoso é que a reação dos petistas (…) é especialmente virulenta quando se atribui ao partido o que ele realmente pensa e faz. Notem que raramente gritam: “Isso é mentira!” Preferem o tom de denúncia: “Os reacionários estão nos perseguindo!”Pois é…No mundo democrático, as eleições servem para que os postulantes sejam confrontados com as verdades dos adversários e com as suas próprias verdades. E qualquer decisão oficial que lembre ou cheire a censura é, evidentemente, impensável. Por aqui, as coisas parecem tomar outro rumo. Por aqui, lembrar a trajetória de um partido e de um governo, suas escolhas, seus vínculos ideológicos, suas afinidades eletivas caminha para o terreno do crime. Mais um pouco, e o sonho petista — expresso na Conferência de Comunicação, no Programa Nacional (Socialista) dos Direitos Humanos e num encontro aí financiado por estatais — vai acabar se cumprindo: uma espécie de “Tribunal da Mídia” vai decidir o que pode e o que não pode ser publicado.Talvez eu deva pedir o concurso dos ministros do TSE para me instruir no exercício da escrita e na lida com o vocabulário — já que o Houaiss e o Aurélião, suponho, caminham para a obsolescência. Depois da judicialização das eleições, chegaremos à judicialização do dicionário — que é, convenham, aonde chegam as tiranias.1 - IrãSe eu escrever que o governo do PT mantém vínculos especiais com um governo que financia o terrorismo em três países — como é o caso do iraniano —, estou (pode-se assinalar mais de uma alternativa:alternativa):( ) falando a verdade;( ) fazendo uma calúnia;( ) exercendo um direito garantido pelo Artigo 5º da Constituição;( ) cometendo crime eleitoral;( ) sendo indelicado com os petistas.O Houaiss oferece sinônimos para “vínculo” — entre eles, “liame”, “relação”, “relacionamento”. Tendo a achar que Lula mantém “relação”, “relacionamento”, com Ahmadinejad, que, inequivocamente, financia o terrorismo no Líbano, no Iraque e nos territórios palestinos, o que é reconhecido até por Mahmoud Abbas. E dizer que o governo petista mantém “vínculos” com um líder abertamente anti-semita? Posso ou não? Ou será que o tribunal pretende que eu tenha com a reputação do PT o cuidado que o próprio PT não tem?2 - Narcotráfico da BolíviaSe eu escrever que o governo do PT mantém vínculos especiais com um governo conivente com o narcotráfico — como é o caso do boliviano — estou (pode-se assinalar mais de uma alternativa):( ) falando a verdade;( ) fazendo uma calúnia;( ) exercendo um direito garantido pelo Artigo 5º da Constituição;( ) cometendo crime eleitoral;( ) sendo indelicado com os petistas.O Houaiss etc… (não vou repetir). Acho que o financiamento do BNDES para Evo fazer uma estrada que só serve ao escoamento da produção de folha de coca caracteriza “vínculo especial”. Acho que a facilidade com o que Lula entregou uma unidade da Petrobras a seu “querido” amigo é outra evidência dessa proximidade. Creio ainda que o comprovado crescimento da produção e do refino de coca naquele país, que o incentivo de Evo a novos campos de produção na fronteira com o Brasil e que o fato de quase 80% da cocaína consumida por aqui vir das terras do indígena de araque sejam evidências da conivência daquele governo com o narcotráfico. Talvez o TSE não goste da palavra “vínculo”. Se eu escrever que o PT é simpático a um governo conivente com o narcotráfico, melhora ou piora?Ou será que o tribunal pretende que eu tenha com a reputação do PT o cuidado que o próprio partido não tem?3 - Tortura e morteSe eu escrever que os petistas mantêm vínculos especiais com um governo que tortura e mata seus opositores nas masmorras — como é o caso do governo cubano (e também iraniano, claro…) —-, estou (pode-se assinalar mais de uma alternativa):( ) falando a verdade;( ) fazendo uma calúnia;( ) exercendo um direito garantido pelo Artigo 5º da Constituição;( ) cometendo crime eleitoral;( ) sendo indelicado com os petistas.O Houaiss etc… Ainda ontem, publiquei as fotos de dois momentos na vida do dissidente cubano Ariel Sigler Amaya (vejam abaixo). As masmorras dos irmãos Castro o transformaram num farrapo. As relações especiais dos petistas com os facinorosos são dadas pela história. Eu poderia dizer, por exemplo, que Lula fundou um foro internacional, o de São Paulo, em parceria com um assassino em massa — no caso, Fidel. Sim, eu sei: há quem ache que ser responsável pela morte de 100 mil pessoas não é suficiente para merecer tal epíteto… É que a morte de um único homem já me choca, no meu conservadorismo atroz.Ou será que o tribunal pretende que eu tenha com a reputação do PT o cuidado que o próprio partido não tem?4 - FarcSe eu escrever que os petistas mantêm vínculos com as Farc e que as Farc se dedicam ao narcoterrorismo, estou (pode-se assinalar mais de uma alternativa):( ) falando a verdade;( ) fazendo uma calúnia;( ) exercendo um direito garantido pelo Artigo 5º da Constituição;( ) cometendo crime eleitoral;( ) sendo indelicado com os petistas.Vínculo? O Houaiss etc e tal… De fato, não creio que o tribunal tenha alguma dúvida sobre o caráter das Farc. Ou tem? Não, o tal advogado do PT está errado. Elas não são como os nossos favelados, onde há gente boa e gente bandida — como há em qualquer lugar, rico ou pobre. As Farc são compostas apenas de bandidos, de narcoterroristas. E chamo de “vínculo” — ou “liame, relação, relacionamento”:a - a convivência pregressa do partido com o grupo no Foro de São Paulo;b - a reunião havida entre petistas e membros das Farc numa chácara em Brasília;c - o encontro entre Olívio Dutra e Hernan Ramirez, membro das Farc, no Palácio Piratini, no Rio Grande do Sul, em 1999;d - a presença de outro terrorista, Javier Cifuentes, no Fórum Social Mundial, em 2001, também em Porto Alegre, a convite do petista Renato Simões;e - o abaixo-assinado para que Olivério Medina, dirigente das Farc, ficasse no Brasil;f - o requerimento assinado por Dilma para empregar a mulher de Medina no governo federal;g - os e-mails no computador de Raul Reyes elencando os “amigos” das Farc no governo brasileiro;h - o e-mail em que Medina conta a Reyes que o emprego dado a sua mulher era uma operação de natureza política;i - o fato de o governo brasileiro se negar a reconhecer o caráter narcoterrorista das Farc;j - o conselho que Lula deu aos membros da Farc para que fizessem como o PT e passassem a disputar eleições — como se aqueles valentes estivessem interessados em democracia.Ou será que o tribunal pretende que eu tenha com a reputação do PT o cuidado que o próprio partido não tem?ValoresÉ claro que, em considerações dessa natureza, também entram valores. Eu tenho um desprezo absoluto por demagogos, traficantes, terroristas e ditadores. Outros podem achar que eles devem ser tolerados como parte da fauna humana. Há ainda quem os considere bons ou ruins a depender do que está em disputa.Vejam o caso de Lula: bem poucos ditadores escaparam de seu abraço fraterno —o que, entendo, torna o presidente conivente com essas ditaduras. Segundo a versão planaltina, Lula está construindo um outro eixo de poder no mundo, e não lhe cabe entrar na economia interna de outros países. Quer dizer: em alguns casos, ele entrou. Em Israel, por exemplo, fez proselitismo em favor dos palestinos. Mas não defendeu a democracia no Irã. Não reconhece o governo de Honduras, mas é advogado da causa cubana. Alguns acham que assim está bom. Eu avalio se tratar de uma postura detestável. A sociedade é feita dessa diversidade. Não me parece que caiba à Justiça decidir que valor é ou não aceitável desde que nos limites do que a Constituição resguarda. Países se tornaram grandes libertando as palavras, em vez de aprisioná-las, como Fidel, Ahmadinejad e as Farc fazem com seus adversários.Se a imprensa, políticos ou, sei lá, entidades não puderem atribuir a um partido aquilo de que esse próprio partido se orgulha — mas não necessariamente com o seu mesmo viés —, então é melhor desligar as urnas e decidir a eleição num tribunal. A gente pode trocar 134 milhões de eleitores por apenas sete, que decidirão, então, por nós…
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Proposta de politica externa da candidata Marina Silva
Abaixo o que foi liberado no site sobre propostas de política externa, tudo muito vago e sem elementos concretos, ou seja, que destoem da política externa profissional do Itamaraty. A ênfase nos direitos humanos certamente destoa completamente das práticas de política externa do governo Lula.Paulo Roberto de Almeida Política externa para o século 21Marina Silva, 02/08/2010A política externa brasileira deverá ser pautada por princípios fundamentais, como a manutenção e a promoção da paz e da segurança internacional, que devem ser defendidos e respeitados nas relações internacionais. Ao dirigir a sua política externa com base em princípios sólidos, e não em conveniências imediatas, o Brasil deve passar a ser visto como uma nação coerente, que abraça as causas corretas, respeita o Direito Internacional, lidera pelo exemplo e, assim, fortalece seu poder de persuasão e a sua influência no cenário internacional. Embora a solução negociada deva ser sempre priorizada, deverão ser utilizados todos os mecanismos legais que permitem ao Estado brasileiro a sua defesa em situações de conflito.a. Cooperação e solidariedade – A globalização aumentou a interdependência dos povos e nações e, com isso, a necessidade de encontrar soluções globais para problemas de toda natureza: locais, nacionais, regionais e globais. Nas duas últimas décadas, assistiu-se a uma “globalização do Direito”, por meio da proliferação e do fortalecimento de organizações e regimes internacionais, como o de comércio (com a criação da OMC) e o de mudança do clima (com a entrada em vigor do Protocolo de Quioto). Nesse novo cenário, a relação entre Estados deve ser regida pela cooperação e pelo respeito às regras e instituições criadas em conjunto pelas nações, e não pelo uso da força ou por posturas unilaterais. Nesse contexto, o Brasil, como oitava economia do mundo que caminha rapidamente para integrar o conjunto de países com alto índice de desenvolvimento, deve basear as suas ações na solidariedade com os menos desenvolvidos, apoiando-os especialmente no alcance das Metas do Milênio, por meio de cooperação econômica e técnica, capacitação e assistência humanitária. O Brasil deve, também, cooperar com outros países para o fortalecimento dos fóruns multilaterais, como o G-20, na área de governança da economia internacional, e a ONU, na área de manutenção da paz e da segurança internacional. b. Legitimidade e democracia – Apesar dos avanços nas regras internacionais desde o fim da Guerra Fria, os mecanismos de governança global existentes ainda são insuficientes. E grande parte dos problemas enfrentados hoje no sistema internacional tem origem na falta de legitimidade de suas instituições. Por isso, é preciso que o Brasil, muitas vezes prejudicado por essas “regras do jogo” desiguais, seja um veemente defensor da democratização das organizações e regimes internacionais.Há inúmeros exemplos de distorções que precisam ser corrigidas: pesos desequilibrados dos poderes de voto (como no caso do FMI e do Banco Mundial), existência de poderes de veto sem adequada representação (como no Conselho de Segurança da ONU) e desigualdade no cumprimento de obrigações internacionais (como ocorre com as metas de desarmamento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares). Essas instituições, ao serem vistas como pouco legítimas, são pouco respeitadas. Para aumentar a sua efetividade, portanto, é preciso aprimorá-las e democratizá-las.O Brasil deve, sempre levando em conta os princípios fundamentais de sua política externa e seus objetivos de longo prazo, avaliar a participação em organizações e regimes internacionais dos quais não faz parte, como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Convenção sobre Munições de Fragmentação.c. Sustentabilidade – Se a interdependência nos leva a ter que investir na cooperação internacional, nenhum tema é tão “globalizado” quanto a sustentabilidade. O Brasil deve liderar o esforço internacional de implementação dos compromissos derivados da Rio-92, em especial o combate à mudança do clima, pelo risco que representam tanto para o país como para a imensa maioria dos países mais pobres do planeta.Devemos dar o exemplo, incentivando internamente e entre nossos parceiros a economia de baixo carbono, aproveitando as vantagens comparativas do país e transformando-as em vantagens competitivas. Essa é uma oportunidade inédita de o Brasil sair na frente e se posicionar de forma privilegiada no cenário mundial, dando um passo fundamental na direção de garantir a prosperidade de nossas gerações futuras.Devido à crescente interação entre os objetivos de crescimento econômico, desenvolvimento, promoção da paz e proteção do meio ambiente, o país deve, ainda, participar ativamente dos debates para a criação de uma Organização Mundial Ambiental, que consolide as regras internacionais voltadas à sustentabilidade.d. Paz e direitos humanos – O Brasil não pode, em nenhuma hipótese, abrir mão da defesa da paz, princípio básico de nossa política externa, como mostra nossa Constituição e nossa tradição. Devemos continuar sendo exemplo do convívio pacífico de diferentes etnias e religiões, procurando refletir e propagar essa experiência em nossas relações internacionais.Além disso, o Brasil deve ter uma posição firme na defesa dos direitos humanos. Nesse sentido, deve adotar, considerando sempre o princípio da não intervenção, uma postura crítica com relação a países que violem esses direitos e, ao contrário do que tem acontecido, o país não deve relativizar esses princípios em suas relações de Estado.e. Comércio mais livre, mais justo e mais sustentável – O comércio internacional é, comprovadamente, uma fonte de geração de riqueza. A abertura comercial, se complementada por políticas que suavizem o ajuste econômico e social para os setores mais afetados, é um poderoso instrumento de combate à pobreza. O Brasil deve ter um papel ativo na eliminação das barreiras e distorções que prejudicam o livre comércio. Para isso, deve se valer dos instrumentos que a globalização jurídica lhe oferece, seja no âmbito multilateral (OMC), seja no âmbito regional (Mercosul). Além disso, o Brasil deve aperfeiçoar seus mecanismos domésticos de combate a práticas desleais e ilegais de comércio, como “dumping”, subsídios, contrabando e descaminho, mas sempre de acordo com as regras internacionais.O livre comércio, entretanto, não pode ser apoiado quando ele estimula processos e métodos produtivos baseados na degradação ambiental ou avessos aos compromissos do país relacionados a padrões trabalhistas, expressos nas convenções da OIT. Os direitos trabalhistas e sociais previstos na Constituição e o esforço brasileiro para a criação de uma economia de baixo carbono não podem ser sacrificados. Ao contrário, devem ser defendidos e transformados em vantagens competitivas. Para tanto, o Brasil deve defender a criação de novas regras sobre esses temas no âmbito da OMC e deve desenhar novos instrumentos de promoção das exportações que valorizem a sustentabilidade de produtos e serviços.
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Previsoes para o Congresso
Aprovação mais alta do PT projeta bancada recordeUIRÁ MACHADO, MAURICIO PULS FSP, 2.08.2010Partido tem maior relação entre preferência do eleitor e votos para deputadoSe for mantida agora a coincidência de índices dos últimos 20 anos, partido poderá eleger mais de cem deputados Partido mais popular do país desde o ano 2000, o PT reconquistou o apoio que havia perdido durante a crise do mensalão e hoje é apontado como a legenda preferida por 25% dos eleitores, patamar mais alto de sua história.O partido, que chegou a ter 24% de preferência em dezembro de 2004, despencou para 15% em fevereiro de 2006, oito meses após a denúncia do mensalão.A recuperação começou depois da reeleição de Lula. Em dezembro de 2009, o PT atingiu 25% de preferência popular, valor que permanece estável desde então (os números são do Datafolha).A retomada da popularidade em ano eleitoral pode ser vista como indicador de aumento da bancada petista na Câmara dos Deputados.Levantamento feito pela Folha mostra que há 20 anos existe grande correlação entre o índice de preferência do PT e o total de votos que o partido obtém para seus candidatos a deputado federal.Se a correlação se mantiver na disputa deste ano, o PT poderá eleger mais de cem deputados federais.Em 1990, segundo o Datafolha, 9% dos eleitores afirmavam que o PT era seu partido preferido. A legenda teve então 10,2% dos votos e elegeu 7% dos deputados.Em 1994, com 13% de preferência, teve 12,9% dos votos e 9,6% de deputados; em 1998, 11% de preferência, 11,2% dos votos e 11,3% de deputados; em 2002, 20% de preferência, 18,4% dos votos e 17,7% de deputados; em 2006, 16% de preferência, 14,9% dos votos e 16,2% de deputados federais.A diferença entre a preferência do PT aferida pelo Datafolha e o percentual de votos do partido nunca superou 1,6 ponto percentual.Já a discrepância em relação às bancadas eleitas é maior (3,4 pontos), em razão das coligações partidárias e sobretudo das distorções na distribuição das cadeiras da Câmara entre os Estados.Na década de 90, o PT era mais forte no Sul e no Sudeste. Com 60% do eleitorado, as regiões tinham 49,6% das vagas na Câmara. Daí por que o partido conquistava menos cadeiras que votos.O crescimento nos anos posteriores ocorreu sobretudo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que têm proporcionalmente mais vagas. Em 2006, a legenda conseguiu mais cadeiras que votos.O PT também chegou aos grotões. Em 1993, estava presente de forma organizada em cerca de 40% das cidades; em 2009, em 96%.OUTROS PARTIDOSA preferência partidária não é um indicador necessário de intenção de voto.Se a regra parece valer para o PT, no caso dos outros partidos não é possível encontrar correlação. Em 2006, por exemplo, o PSDB elegeu 12,9% dos deputados, mas tinha 5% de preferência. Já o PP, com 1% de preferência, elegeu 8% dos deputados.O PT hoje é exceção quando o assunto é preferência partidária. Metade dos eleitores declara não ter nenhum partido predileto.As demais siglas têm índices bem menores. O segundo colocado é o PMDB, com 7%, seguido pelo PSDB, com 5%
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Artigo de opiniao - Fernando Henrique Cardoso
Emite opiniões, quem tem opiniões para dar, se possível inteligentes. Emite conceitos disparatados, se o termo conceito se aplica, quem não tem nada de muito inteligente a agregar, apenas demagogia a disseminar, em linguagem próxima da vulgaridade...Cara ou coroa?Fernando Henrique CardosoEspaço Aberto - O Estado de S.Paulo31 de julho de 2010 23h 01Em pouco mais de dois meses escolheremos o próximo presidente. Tempo mais do que suficiente para um balanço da situação e, sobretudo, para assumirmos a responsabilidade pela escolha que faremos. É inegável que a popularidade de Lula e a sensação de "dinheiro no bolso", materializada no aumento do consumo, podem dar aos eleitores a sensação de que é melhor ficar com o conhecido do que mudar para o incerto. Mas o que realmente se conhece? Que nos últimos 20 anos melhorou a vida das pessoas no Brasil, com a abertura da economia, com a estabilidade da moeda trazida pelo Plano Real, com o fim dos monopólios estatais e com as políticas de distribuição de renda simbolizadas pelas bolsas. Foi nessa moldura que Lula pregou sua imagem. Arengador de méritos, independentemente do que diga (quase nada diz, mas toca em almas ansiosas por atenção), vem conseguindo confundir a opinião, como se antes dele nada houvesse e depois dele, se não houver a continuidade presumida com a eleição de sua candidata, haverá retrocesso.Terá êxito a estratégia? Por enquanto o que chama a atenção é a disposição de bem menos da metade do eleitorado de votar no governo, enquanto a votação oposicionista se mantém consistente próxima da metade. Essa obstinação, a despeito da pressão governamental, impressiona mais do que o fato de Lula ter transferido para sua candidata 35% a 40% dos votos. Assim como impressiona que o apoio aos candidatos não esteja dividido por classes de renda, mas por regiões: pobres do Sul e do Sudeste tendem a votar mais em Serra, assim como ricos do Norte e do Nordeste, em Dilma. O empate, depois de praticamente dois anos de campanha oficial em favor da candidata governista, tem sabor de vitória para a oposição. É como se a lábia presidencial tivesse alcançado um teto. De agora para a frente, a voz deverá ser a de quem o País nunca ouviu, a da candidata. Pode surpreender? Sempre é possível. Mas pelos balbucios escutados falta muito para convencer: falta história nacional, falta clareza nas posições; dá a impressão de que a palavra saiu de um manequim que não tem opiniões fortes sobre os temas e diz, meio desajeitadamente, o que os auditórios querem ouvir.Não terá sido essa também a técnica de Lula? Até certo ponto, pois este, quando esbraveja ou quando se aferra pouco à verdade, o faz "autenticamente": sente-se que pode assumir qualquer posição porque em princípio nunca teve posição alguma. Dito em suas próprias palavras: "Sou uma metamorfose ambulante." Ora, o caso da candidata do PT é o oposto (essa é, aliás, sua virtude). Tem opiniões firmes, com as quais podemos ou não concordar, mas ela luta pelo que crê. Este é também seu dilema: ou diz o que crê e possivelmente perde eleitores por seu compromisso com uma visão centralizadora e burocrática da economia e da sociedade ou se metamorfoseia e vira personagem de marqueteiro, pouco convincente.Não obstante, muitos comentaristas, como recentemente um punhado de brasilianistas, quando perguntados sobre as diferenças entre as duas candidaturas, pensam que há mais convergências do que discrepâncias entre os candidatos. Será? As comparações feitas, fundadas ou não, apontam mais para o lado psicológico. O que está em jogo, entretanto, é muito mais do que a diferença ou semelhança de personalidades. O quadro fica confundido com a discussão deslocada do plano político para o pessoal e, pior, quando se aceita a confusão a que me referi inicialmente entre a situação de desafogo e bem-estar que o País vive e Lula, que dela se apossou como se fosse obra exclusiva sua. Se tudo converge nos objetivos e se estamos vivendo um bom momento na economia, podem pensar alguns, melhor não trocar o certo pelo duvidoso. Só que o certo foi uma situação herdada, que, embora aperfeiçoada, tem a marca original do fabricante, e o duvidoso é a disposição da herdeira eleitoral de continuar a se inspirar na matriz originária. O candidato da oposição, esse, sim, traz consigo a marca de origem: ajudou a construir a estabilidade, a melhorar as políticas sociais e a promover o progresso econômico.Não nos iludamos. O voto decidirá entre dois modelos de sociedade. Um mais centralizador e burocrático, outro mais competitivo e meritocrático. No geral, ambos os oponentes levarão adiante o capitalismo. Estamos longe dos dias em que o PT e sua candidata sonhavam com o que Lula nunca sonhou: o controle social dos meios de produção e uma sociedade socialista. Mas estamos mais perto do que parece de concretizar o que vem sendo esboçado neste segundo mandato petista: mais controle do Estado pelo partido, mais burocratização e corporativismo na economia, mais apostas em controles não democráticos, além de maior aproximação com governos autoritários, revestidos de retórica popular.A escolha a ser feita é, portanto, decisiva. Como tudo indica, o teatro eleitoral está-se organizando para esconder o que verdadeiramente está em discussão. Há muita gente nas elites (vilipendiadas pelo lulismo nos comícios, mas amada pelos governantes e beneficiada por suas decisões econômico-financeiras) aceitando confortavelmente a tese de que tanto dá como tanto deu. Dê cara ou dê coroa, sempre haverá "um cara" para desapertar os sapatos. Ledo engano. Há diferenças essenciais entre as duas candidaturas polares. Feitas as apostas e jogado o jogo, será tarde para choramingar: "Ah, eu nunca imaginei isso." Melhor que cada um trate de aprofundar as razões e consequências de seu voto e escolha um ou outro lado. Há argumentos para defender qualquer dos dois. Mas que não são a mesma coisa, não são. E não porque num governo haverá fartura e noutro, escassez, para pobres ou ricos. E sim porque num haverá mais transparência e liberdade que no outro. Menos controle policialesco, menos ingerência de forças partidário-sindicais. E menos corrupção, que mais do que um propósito é uma consequência.SOCIÓLOGO, FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA
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domingo, 25 de julho de 2010
Crime sobre crime; e ainda debocham da Justica
O país quer saber os nomes dos mandantesAugusto NunesDireto ao Ponto, 24/07/2010“Isso é a espetacularização do nada”, recitou Dilma Rousseff em sucessivas entrevistas depois de pilhada em flagrante fabricando, nas catacumbas da Casa Civil, um dossiê atulhado de calúnias envolvendo Fernando Henrique e Ruth Cardoso. Os jornalistas mal começavam a formular a pergunta e lá vinha a expressão indigente ─ que ainda não usou para livrar-se de ser julgada por reincidência. Talvez tenha entendido que é ínútil debitar na conta da espetacularização do nada a repercussão dos casos do dossiê contra José Serra e do estupro do sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB. Desta vez, Dilma terá de arranjar algum álibi menos raquítico. O Brasil que presta quer saber quem reativou a usina de papelórios bandidos e exige a identificação dos autores das delinquências gravíssimas.Não faz tanto tempo assim, os envolvidos em bandalheiras de grosso calibre saíam de circulação por algum tempo. Hoje o período de quarentena, quando há, restringe-se aos soldados rasos. Os superiores não só permanecem no local do crime como acusam as vítimas, debocham da plateia, provocam a polícia e desdenham da Justiça. O companheiro José Eduardo Dutra, por exemplo, resolveu processar José Serra pelo pecado de ter responsabilizado os responsáveis. Confrontado com a revelação da infâmia que atingiu Eduardo Jorge, avisou que o problema é da Receita Federal e dos agredidos.O deputado Rui Falcão, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff, dedicou ao assunto seis palavras: “O fato não merece nossa preocupação”. Mas a turma por trás do fato merece cadeia, berraria em resposta o Brasil inteiro se não parecesse apalermado pela institucionalização da impunidade. Os culpados não se preocupam com o merecidíssimo castigo por confiarem na proteção do presidente, na indulgência do Judiciário e na abulia que paralisa milhões de brasileiros. Quem se considera intocável sempre engorda o prontuário. Assim, ao dossiê cafajeste e ao sigilo estuprado somou-se a acobertamento dos mandantes e executores da ação criminosa.Em qualquer país sério, as investigações não iriam ãlém de algumas horas, consumidas na coleta das abundantes provas materiais e na tomada de meia dúzia de depoimentos prestados por figuras que entendem do assunto e sabem muito sobre as ocorrências recentes. Todos tem endereço certo e sabido. Na sede da campanha de Dilma Rousseff, por exemplo, estão Antonio Palocci, que encomendou o estupro da conta bancária do caseiro Francenildo Costa, e a própria candidata, que encomendou o dossiê contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, além dos companheiros que contrataram os encarregados do serviço sujo. Na sucursal paulista do PT pode ser encontrado Aloísio Mercadante, especialista em espionagens alopradas. Eles poderão dizer quem produziu e dirigiu esse filme policial classe C.Para desvendar o caso da violação das declarações de imposto de renda, basta submeter a um interrogatório que mereça tal nome o superintendente da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, preveni-lo dos riscos do perjúrio e alertá-lo para as consequências da cumplicidade ativa. Cartaxo precisa interromper imediatamente o falatório diversionista e identificar os figurões que arquitetaram a operação. O dossiê contra FHC foi engavetado pela invenção de um “banco de dados” da Casa Civil e pelo afastamento de um assessor disposto a sobreviver em silêncio. Os reincidentes estão tentando reprisar a esperteza com uma analista do Fisco.Cada vez mais atrevidos, começam a costurar a fantasia que apresenta como estupradora uma funcionária que nem é ligada a partidos. Deve ter agido por curiosidade, portanto. Os fora-da-lei querem convencer os homens honestos de que o Código Penal não vale para todos. Além do presidente Lula, o resto do governo e o comando do PT resolveram tratar como imbecis todos os eleitores. Eduardo Jorge já deixou claro que não é: continua lutando corajosamente pelo esclarecimento do crime. Todos os oposicionistas, e com mais agressividade os candidatos, precisam juntar-se ao combatente solitário.Os brasileiros prontos para engajar-se na resistência são bem mais numerosos do que imagina o grande clube dos cafajestes. E exigem a pronta identicação dos mandantes.
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sábado, 24 de julho de 2010
O PT e as FARC: uma velha ligacao...
PT e FARC são irmãos siamesesFélix MaierUsina de Letras, 21/07/2010O PT que se prepare, pois há um cipoal de provas sobre a relação com as FARCProva dos noveUcho Hadadd - ucho.infoQue o PT sempre teve carência de quadros, em qualidade e quantidade, para assumir a responsabilidade de comandar uma nação todos sabiam. É fato que há respeitadas e honrosas exceções, mas a maioria abusa da falta de bom senso, que se torna ainda maior por conta do poder.Como tem insistido o ucho.info nos últimos dois dias, o candidato a vice na chapa de José Serra vem provocando enorme incômodo no entourage da campanha de Dilma Rousseff. O que mostra que Índio da Costa apresenta bom desempenho como catalisador da ira petista.O mais novo ataque ao deputado federal pelo Democratas do Rio de Janeiro partiu do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo da Silva, que foi escalado para rebater as acusações de que o PT tem ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc.Fazendo jus à falta de compostura que o emoldura, Paulo Bernardo usou adjetivos como “idiota” e “despreparado” ao destilar seu veneno na direção do vice do presidenciável tucano. “O comportamento desse rapaz mostra que ele não está preparado. É uma pessoa despreparada e é ruim inclusive para o candidato da oposição colocar uma pessoa que se comporta como idiota, porque, francamente, o comportamento dele é um comportamento de idiota”, declarou o ministro.O PT pode espernear à vontade por conta das declarações de José Serra e Índio da Costa, ao mesmo tempo em que o presidente do partido, José Eduardo Dutra, pode acionar a Justiça quantas vezes quiser, pois a relação com as Farc é inegável por vários motivos. O primeiro deles é de fácil constatação e está muito próximo do presidente Lula da Silva. A Presidência da República contratou, em 2009, Angela Maria Slongo, mulher do padre Olivério Medina, representante das Farc no Brasil. Atualmente ela dá expediente no Miistério da Pesca. Ou seja, de chofre a gritaria petista já perde força.No site do Foro de São Paulo há outra prova dessa incestuosa relação. Na página “Partidos Miembros” é possível encontrar os que fazem parte do grupo. E entre tantos lá estão o partido dos Trabalhadores e as FARC, como destaca o brilhante jornalista Carlos Brickmann.Para fazer com que a vuvuzela rouge que ronca no Palácio do Planalto diminua o tom, o Youtube tem em seus arquivos um vídeo de um encontro do Foro de São Paulo realizado em 2009, no Uruguai, em que as FARC e o PT são citados como membros fundadores do grupo. Lá estiveram alguns petistas históricos, como Marco Aurélio Garcia, José Eduardo Cardozo, Valter Pomar, Nilmário Miranda e Raul Pontes.VídeoSe mesmo assim a revoltada horda petista não se convencer, não custa lembrar que por ocasião da recente libertação de alguns prisioneiros das FARC, a organização narco-guerilheira convocou Marco Aurélio Garcia para servir de testemunha.Mas as provas não param por aí. Na corrida presidencial de 2006 surgiu a informação de que as FARC teriam doado US$ 5 milhões à campanha de Lula da Silva, que à época tentava a reeleição. O assunto foi negado pelo Palácio do Planalto, até porque ninguém seria insano de confirmar, mas na Abin há quem garanta que é tudo verdade.Mesmo assim, alguns petistas podem carecer de provas adicionais. Não é de hoje que o crime organizado mantém estreitas ligações com as FARC. Tanto é verdade, que o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi preso na selva colombiana após meses de convívio com os narco-terroristas. Uma das organizações criminosas que se relacionam continuamente com as FARC acionou seus integrantes em 2006 para pedir votos ao então candidato a deputado federal José Genoíno. A polícia paulista interceptou telefonemas que não deixam dúvidas dessa relação umbilical.Por fim, o ex-líder das FARC, Raúl Reyes, morto em março de 2008, escreveu ao presidente Lula da Silva, em 2002 e 2003, sugerindo que o vereador Édson Antônio Albertão, do PT de Guarulhos, fosse o elo entre a organização e o governo do petista.É verdade que não se pode esperar muito de um ministro de Estado que no início de seu convívio com o Twitter utilizava o microblog para anunciar ao mundo os seus bebericos, mas Paulo Bernardo, que não é nenhum descendente de Aladim, deve ser lembrado da importância do cargo que ocupa com forma de evitar declarações estapafúrdias.Resumindo, o PT e as FARC não são xifópagos, mas certamente são irmãos gêmeos.
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Injustica Eleitoral: o olhar torto da tal de Justica Eleitoral
134 milhões ou apenas 7?Reinaldo Azevedo, 4.08.2010Um dos textos que escrevi na madrugada de ontem começava assim:“O petismo só triunfa e tem triunfado porque seus advogados e procuradores na imprensa submetem a política ao que chamo “obscurantismo das luzes”. (…) O mais espantoso é que a reação dos petistas (…) é especialmente virulenta quando se atribui ao partido o que ele realmente pensa e faz. Notem que raramente gritam: “Isso é mentira!” Preferem o tom de denúncia: “Os reacionários estão nos perseguindo!”Pois é…No mundo democrático, as eleições servem para que os postulantes sejam confrontados com as verdades dos adversários e com as suas próprias verdades. E qualquer decisão oficial que lembre ou cheire a censura é, evidentemente, impensável. Por aqui, as coisas parecem tomar outro rumo. Por aqui, lembrar a trajetória de um partido e de um governo, suas escolhas, seus vínculos ideológicos, suas afinidades eletivas caminha para o terreno do crime. Mais um pouco, e o sonho petista — expresso na Conferência de Comunicação, no Programa Nacional (Socialista) dos Direitos Humanos e num encontro aí financiado por estatais — vai acabar se cumprindo: uma espécie de “Tribunal da Mídia” vai decidir o que pode e o que não pode ser publicado.Talvez eu deva pedir o concurso dos ministros do TSE para me instruir no exercício da escrita e na lida com o vocabulário — já que o Houaiss e o Aurélião, suponho, caminham para a obsolescência. Depois da judicialização das eleições, chegaremos à judicialização do dicionário — que é, convenham, aonde chegam as tiranias.1 - IrãSe eu escrever que o governo do PT mantém vínculos especiais com um governo que financia o terrorismo em três países — como é o caso do iraniano —, estou (pode-se assinalar mais de uma alternativa:alternativa):( ) falando a verdade;( ) fazendo uma calúnia;( ) exercendo um direito garantido pelo Artigo 5º da Constituição;( ) cometendo crime eleitoral;( ) sendo indelicado com os petistas.O Houaiss oferece sinônimos para “vínculo” — entre eles, “liame”, “relação”, “relacionamento”. Tendo a achar que Lula mantém “relação”, “relacionamento”, com Ahmadinejad, que, inequivocamente, financia o terrorismo no Líbano, no Iraque e nos territórios palestinos, o que é reconhecido até por Mahmoud Abbas. E dizer que o governo petista mantém “vínculos” com um líder abertamente anti-semita? Posso ou não? Ou será que o tribunal pretende que eu tenha com a reputação do PT o cuidado que o próprio PT não tem?2 - Narcotráfico da BolíviaSe eu escrever que o governo do PT mantém vínculos especiais com um governo conivente com o narcotráfico — como é o caso do boliviano — estou (pode-se assinalar mais de uma alternativa):( ) falando a verdade;( ) fazendo uma calúnia;( ) exercendo um direito garantido pelo Artigo 5º da Constituição;( ) cometendo crime eleitoral;( ) sendo indelicado com os petistas.O Houaiss etc… (não vou repetir). Acho que o financiamento do BNDES para Evo fazer uma estrada que só serve ao escoamento da produção de folha de coca caracteriza “vínculo especial”. Acho que a facilidade com o que Lula entregou uma unidade da Petrobras a seu “querido” amigo é outra evidência dessa proximidade. Creio ainda que o comprovado crescimento da produção e do refino de coca naquele país, que o incentivo de Evo a novos campos de produção na fronteira com o Brasil e que o fato de quase 80% da cocaína consumida por aqui vir das terras do indígena de araque sejam evidências da conivência daquele governo com o narcotráfico. Talvez o TSE não goste da palavra “vínculo”. Se eu escrever que o PT é simpático a um governo conivente com o narcotráfico, melhora ou piora?Ou será que o tribunal pretende que eu tenha com a reputação do PT o cuidado que o próprio partido não tem?3 - Tortura e morteSe eu escrever que os petistas mantêm vínculos especiais com um governo que tortura e mata seus opositores nas masmorras — como é o caso do governo cubano (e também iraniano, claro…) —-, estou (pode-se assinalar mais de uma alternativa):( ) falando a verdade;( ) fazendo uma calúnia;( ) exercendo um direito garantido pelo Artigo 5º da Constituição;( ) cometendo crime eleitoral;( ) sendo indelicado com os petistas.O Houaiss etc… Ainda ontem, publiquei as fotos de dois momentos na vida do dissidente cubano Ariel Sigler Amaya (vejam abaixo). As masmorras dos irmãos Castro o transformaram num farrapo. As relações especiais dos petistas com os facinorosos são dadas pela história. Eu poderia dizer, por exemplo, que Lula fundou um foro internacional, o de São Paulo, em parceria com um assassino em massa — no caso, Fidel. Sim, eu sei: há quem ache que ser responsável pela morte de 100 mil pessoas não é suficiente para merecer tal epíteto… É que a morte de um único homem já me choca, no meu conservadorismo atroz.Ou será que o tribunal pretende que eu tenha com a reputação do PT o cuidado que o próprio partido não tem?4 - FarcSe eu escrever que os petistas mantêm vínculos com as Farc e que as Farc se dedicam ao narcoterrorismo, estou (pode-se assinalar mais de uma alternativa):( ) falando a verdade;( ) fazendo uma calúnia;( ) exercendo um direito garantido pelo Artigo 5º da Constituição;( ) cometendo crime eleitoral;( ) sendo indelicado com os petistas.Vínculo? O Houaiss etc e tal… De fato, não creio que o tribunal tenha alguma dúvida sobre o caráter das Farc. Ou tem? Não, o tal advogado do PT está errado. Elas não são como os nossos favelados, onde há gente boa e gente bandida — como há em qualquer lugar, rico ou pobre. As Farc são compostas apenas de bandidos, de narcoterroristas. E chamo de “vínculo” — ou “liame, relação, relacionamento”:a - a convivência pregressa do partido com o grupo no Foro de São Paulo;b - a reunião havida entre petistas e membros das Farc numa chácara em Brasília;c - o encontro entre Olívio Dutra e Hernan Ramirez, membro das Farc, no Palácio Piratini, no Rio Grande do Sul, em 1999;d - a presença de outro terrorista, Javier Cifuentes, no Fórum Social Mundial, em 2001, também em Porto Alegre, a convite do petista Renato Simões;e - o abaixo-assinado para que Olivério Medina, dirigente das Farc, ficasse no Brasil;f - o requerimento assinado por Dilma para empregar a mulher de Medina no governo federal;g - os e-mails no computador de Raul Reyes elencando os “amigos” das Farc no governo brasileiro;h - o e-mail em que Medina conta a Reyes que o emprego dado a sua mulher era uma operação de natureza política;i - o fato de o governo brasileiro se negar a reconhecer o caráter narcoterrorista das Farc;j - o conselho que Lula deu aos membros da Farc para que fizessem como o PT e passassem a disputar eleições — como se aqueles valentes estivessem interessados em democracia.Ou será que o tribunal pretende que eu tenha com a reputação do PT o cuidado que o próprio partido não tem?ValoresÉ claro que, em considerações dessa natureza, também entram valores. Eu tenho um desprezo absoluto por demagogos, traficantes, terroristas e ditadores. Outros podem achar que eles devem ser tolerados como parte da fauna humana. Há ainda quem os considere bons ou ruins a depender do que está em disputa.Vejam o caso de Lula: bem poucos ditadores escaparam de seu abraço fraterno —o que, entendo, torna o presidente conivente com essas ditaduras. Segundo a versão planaltina, Lula está construindo um outro eixo de poder no mundo, e não lhe cabe entrar na economia interna de outros países. Quer dizer: em alguns casos, ele entrou. Em Israel, por exemplo, fez proselitismo em favor dos palestinos. Mas não defendeu a democracia no Irã. Não reconhece o governo de Honduras, mas é advogado da causa cubana. Alguns acham que assim está bom. Eu avalio se tratar de uma postura detestável. A sociedade é feita dessa diversidade. Não me parece que caiba à Justiça decidir que valor é ou não aceitável desde que nos limites do que a Constituição resguarda. Países se tornaram grandes libertando as palavras, em vez de aprisioná-las, como Fidel, Ahmadinejad e as Farc fazem com seus adversários.Se a imprensa, políticos ou, sei lá, entidades não puderem atribuir a um partido aquilo de que esse próprio partido se orgulha — mas não necessariamente com o seu mesmo viés —, então é melhor desligar as urnas e decidir a eleição num tribunal. A gente pode trocar 134 milhões de eleitores por apenas sete, que decidirão, então, por nós…
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Proposta de politica externa da candidata Marina Silva
Abaixo o que foi liberado no site sobre propostas de política externa, tudo muito vago e sem elementos concretos, ou seja, que destoem da política externa profissional do Itamaraty. A ênfase nos direitos humanos certamente destoa completamente das práticas de política externa do governo Lula.Paulo Roberto de Almeida Política externa para o século 21Marina Silva, 02/08/2010A política externa brasileira deverá ser pautada por princípios fundamentais, como a manutenção e a promoção da paz e da segurança internacional, que devem ser defendidos e respeitados nas relações internacionais. Ao dirigir a sua política externa com base em princípios sólidos, e não em conveniências imediatas, o Brasil deve passar a ser visto como uma nação coerente, que abraça as causas corretas, respeita o Direito Internacional, lidera pelo exemplo e, assim, fortalece seu poder de persuasão e a sua influência no cenário internacional. Embora a solução negociada deva ser sempre priorizada, deverão ser utilizados todos os mecanismos legais que permitem ao Estado brasileiro a sua defesa em situações de conflito.a. Cooperação e solidariedade – A globalização aumentou a interdependência dos povos e nações e, com isso, a necessidade de encontrar soluções globais para problemas de toda natureza: locais, nacionais, regionais e globais. Nas duas últimas décadas, assistiu-se a uma “globalização do Direito”, por meio da proliferação e do fortalecimento de organizações e regimes internacionais, como o de comércio (com a criação da OMC) e o de mudança do clima (com a entrada em vigor do Protocolo de Quioto). Nesse novo cenário, a relação entre Estados deve ser regida pela cooperação e pelo respeito às regras e instituições criadas em conjunto pelas nações, e não pelo uso da força ou por posturas unilaterais. Nesse contexto, o Brasil, como oitava economia do mundo que caminha rapidamente para integrar o conjunto de países com alto índice de desenvolvimento, deve basear as suas ações na solidariedade com os menos desenvolvidos, apoiando-os especialmente no alcance das Metas do Milênio, por meio de cooperação econômica e técnica, capacitação e assistência humanitária. O Brasil deve, também, cooperar com outros países para o fortalecimento dos fóruns multilaterais, como o G-20, na área de governança da economia internacional, e a ONU, na área de manutenção da paz e da segurança internacional. b. Legitimidade e democracia – Apesar dos avanços nas regras internacionais desde o fim da Guerra Fria, os mecanismos de governança global existentes ainda são insuficientes. E grande parte dos problemas enfrentados hoje no sistema internacional tem origem na falta de legitimidade de suas instituições. Por isso, é preciso que o Brasil, muitas vezes prejudicado por essas “regras do jogo” desiguais, seja um veemente defensor da democratização das organizações e regimes internacionais.Há inúmeros exemplos de distorções que precisam ser corrigidas: pesos desequilibrados dos poderes de voto (como no caso do FMI e do Banco Mundial), existência de poderes de veto sem adequada representação (como no Conselho de Segurança da ONU) e desigualdade no cumprimento de obrigações internacionais (como ocorre com as metas de desarmamento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares). Essas instituições, ao serem vistas como pouco legítimas, são pouco respeitadas. Para aumentar a sua efetividade, portanto, é preciso aprimorá-las e democratizá-las.O Brasil deve, sempre levando em conta os princípios fundamentais de sua política externa e seus objetivos de longo prazo, avaliar a participação em organizações e regimes internacionais dos quais não faz parte, como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Convenção sobre Munições de Fragmentação.c. Sustentabilidade – Se a interdependência nos leva a ter que investir na cooperação internacional, nenhum tema é tão “globalizado” quanto a sustentabilidade. O Brasil deve liderar o esforço internacional de implementação dos compromissos derivados da Rio-92, em especial o combate à mudança do clima, pelo risco que representam tanto para o país como para a imensa maioria dos países mais pobres do planeta.Devemos dar o exemplo, incentivando internamente e entre nossos parceiros a economia de baixo carbono, aproveitando as vantagens comparativas do país e transformando-as em vantagens competitivas. Essa é uma oportunidade inédita de o Brasil sair na frente e se posicionar de forma privilegiada no cenário mundial, dando um passo fundamental na direção de garantir a prosperidade de nossas gerações futuras.Devido à crescente interação entre os objetivos de crescimento econômico, desenvolvimento, promoção da paz e proteção do meio ambiente, o país deve, ainda, participar ativamente dos debates para a criação de uma Organização Mundial Ambiental, que consolide as regras internacionais voltadas à sustentabilidade.d. Paz e direitos humanos – O Brasil não pode, em nenhuma hipótese, abrir mão da defesa da paz, princípio básico de nossa política externa, como mostra nossa Constituição e nossa tradição. Devemos continuar sendo exemplo do convívio pacífico de diferentes etnias e religiões, procurando refletir e propagar essa experiência em nossas relações internacionais.Além disso, o Brasil deve ter uma posição firme na defesa dos direitos humanos. Nesse sentido, deve adotar, considerando sempre o princípio da não intervenção, uma postura crítica com relação a países que violem esses direitos e, ao contrário do que tem acontecido, o país não deve relativizar esses princípios em suas relações de Estado.e. Comércio mais livre, mais justo e mais sustentável – O comércio internacional é, comprovadamente, uma fonte de geração de riqueza. A abertura comercial, se complementada por políticas que suavizem o ajuste econômico e social para os setores mais afetados, é um poderoso instrumento de combate à pobreza. O Brasil deve ter um papel ativo na eliminação das barreiras e distorções que prejudicam o livre comércio. Para isso, deve se valer dos instrumentos que a globalização jurídica lhe oferece, seja no âmbito multilateral (OMC), seja no âmbito regional (Mercosul). Além disso, o Brasil deve aperfeiçoar seus mecanismos domésticos de combate a práticas desleais e ilegais de comércio, como “dumping”, subsídios, contrabando e descaminho, mas sempre de acordo com as regras internacionais.O livre comércio, entretanto, não pode ser apoiado quando ele estimula processos e métodos produtivos baseados na degradação ambiental ou avessos aos compromissos do país relacionados a padrões trabalhistas, expressos nas convenções da OIT. Os direitos trabalhistas e sociais previstos na Constituição e o esforço brasileiro para a criação de uma economia de baixo carbono não podem ser sacrificados. Ao contrário, devem ser defendidos e transformados em vantagens competitivas. Para tanto, o Brasil deve defender a criação de novas regras sobre esses temas no âmbito da OMC e deve desenhar novos instrumentos de promoção das exportações que valorizem a sustentabilidade de produtos e serviços.
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Previsoes para o Congresso
Aprovação mais alta do PT projeta bancada recordeUIRÁ MACHADO, MAURICIO PULS FSP, 2.08.2010Partido tem maior relação entre preferência do eleitor e votos para deputadoSe for mantida agora a coincidência de índices dos últimos 20 anos, partido poderá eleger mais de cem deputados Partido mais popular do país desde o ano 2000, o PT reconquistou o apoio que havia perdido durante a crise do mensalão e hoje é apontado como a legenda preferida por 25% dos eleitores, patamar mais alto de sua história.O partido, que chegou a ter 24% de preferência em dezembro de 2004, despencou para 15% em fevereiro de 2006, oito meses após a denúncia do mensalão.A recuperação começou depois da reeleição de Lula. Em dezembro de 2009, o PT atingiu 25% de preferência popular, valor que permanece estável desde então (os números são do Datafolha).A retomada da popularidade em ano eleitoral pode ser vista como indicador de aumento da bancada petista na Câmara dos Deputados.Levantamento feito pela Folha mostra que há 20 anos existe grande correlação entre o índice de preferência do PT e o total de votos que o partido obtém para seus candidatos a deputado federal.Se a correlação se mantiver na disputa deste ano, o PT poderá eleger mais de cem deputados federais.Em 1990, segundo o Datafolha, 9% dos eleitores afirmavam que o PT era seu partido preferido. A legenda teve então 10,2% dos votos e elegeu 7% dos deputados.Em 1994, com 13% de preferência, teve 12,9% dos votos e 9,6% de deputados; em 1998, 11% de preferência, 11,2% dos votos e 11,3% de deputados; em 2002, 20% de preferência, 18,4% dos votos e 17,7% de deputados; em 2006, 16% de preferência, 14,9% dos votos e 16,2% de deputados federais.A diferença entre a preferência do PT aferida pelo Datafolha e o percentual de votos do partido nunca superou 1,6 ponto percentual.Já a discrepância em relação às bancadas eleitas é maior (3,4 pontos), em razão das coligações partidárias e sobretudo das distorções na distribuição das cadeiras da Câmara entre os Estados.Na década de 90, o PT era mais forte no Sul e no Sudeste. Com 60% do eleitorado, as regiões tinham 49,6% das vagas na Câmara. Daí por que o partido conquistava menos cadeiras que votos.O crescimento nos anos posteriores ocorreu sobretudo no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que têm proporcionalmente mais vagas. Em 2006, a legenda conseguiu mais cadeiras que votos.O PT também chegou aos grotões. Em 1993, estava presente de forma organizada em cerca de 40% das cidades; em 2009, em 96%.OUTROS PARTIDOSA preferência partidária não é um indicador necessário de intenção de voto.Se a regra parece valer para o PT, no caso dos outros partidos não é possível encontrar correlação. Em 2006, por exemplo, o PSDB elegeu 12,9% dos deputados, mas tinha 5% de preferência. Já o PP, com 1% de preferência, elegeu 8% dos deputados.O PT hoje é exceção quando o assunto é preferência partidária. Metade dos eleitores declara não ter nenhum partido predileto.As demais siglas têm índices bem menores. O segundo colocado é o PMDB, com 7%, seguido pelo PSDB, com 5%
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Artigo de opiniao - Fernando Henrique Cardoso
Emite opiniões, quem tem opiniões para dar, se possível inteligentes. Emite conceitos disparatados, se o termo conceito se aplica, quem não tem nada de muito inteligente a agregar, apenas demagogia a disseminar, em linguagem próxima da vulgaridade...Cara ou coroa?Fernando Henrique CardosoEspaço Aberto - O Estado de S.Paulo31 de julho de 2010 23h 01Em pouco mais de dois meses escolheremos o próximo presidente. Tempo mais do que suficiente para um balanço da situação e, sobretudo, para assumirmos a responsabilidade pela escolha que faremos. É inegável que a popularidade de Lula e a sensação de "dinheiro no bolso", materializada no aumento do consumo, podem dar aos eleitores a sensação de que é melhor ficar com o conhecido do que mudar para o incerto. Mas o que realmente se conhece? Que nos últimos 20 anos melhorou a vida das pessoas no Brasil, com a abertura da economia, com a estabilidade da moeda trazida pelo Plano Real, com o fim dos monopólios estatais e com as políticas de distribuição de renda simbolizadas pelas bolsas. Foi nessa moldura que Lula pregou sua imagem. Arengador de méritos, independentemente do que diga (quase nada diz, mas toca em almas ansiosas por atenção), vem conseguindo confundir a opinião, como se antes dele nada houvesse e depois dele, se não houver a continuidade presumida com a eleição de sua candidata, haverá retrocesso.Terá êxito a estratégia? Por enquanto o que chama a atenção é a disposição de bem menos da metade do eleitorado de votar no governo, enquanto a votação oposicionista se mantém consistente próxima da metade. Essa obstinação, a despeito da pressão governamental, impressiona mais do que o fato de Lula ter transferido para sua candidata 35% a 40% dos votos. Assim como impressiona que o apoio aos candidatos não esteja dividido por classes de renda, mas por regiões: pobres do Sul e do Sudeste tendem a votar mais em Serra, assim como ricos do Norte e do Nordeste, em Dilma. O empate, depois de praticamente dois anos de campanha oficial em favor da candidata governista, tem sabor de vitória para a oposição. É como se a lábia presidencial tivesse alcançado um teto. De agora para a frente, a voz deverá ser a de quem o País nunca ouviu, a da candidata. Pode surpreender? Sempre é possível. Mas pelos balbucios escutados falta muito para convencer: falta história nacional, falta clareza nas posições; dá a impressão de que a palavra saiu de um manequim que não tem opiniões fortes sobre os temas e diz, meio desajeitadamente, o que os auditórios querem ouvir.Não terá sido essa também a técnica de Lula? Até certo ponto, pois este, quando esbraveja ou quando se aferra pouco à verdade, o faz "autenticamente": sente-se que pode assumir qualquer posição porque em princípio nunca teve posição alguma. Dito em suas próprias palavras: "Sou uma metamorfose ambulante." Ora, o caso da candidata do PT é o oposto (essa é, aliás, sua virtude). Tem opiniões firmes, com as quais podemos ou não concordar, mas ela luta pelo que crê. Este é também seu dilema: ou diz o que crê e possivelmente perde eleitores por seu compromisso com uma visão centralizadora e burocrática da economia e da sociedade ou se metamorfoseia e vira personagem de marqueteiro, pouco convincente.Não obstante, muitos comentaristas, como recentemente um punhado de brasilianistas, quando perguntados sobre as diferenças entre as duas candidaturas, pensam que há mais convergências do que discrepâncias entre os candidatos. Será? As comparações feitas, fundadas ou não, apontam mais para o lado psicológico. O que está em jogo, entretanto, é muito mais do que a diferença ou semelhança de personalidades. O quadro fica confundido com a discussão deslocada do plano político para o pessoal e, pior, quando se aceita a confusão a que me referi inicialmente entre a situação de desafogo e bem-estar que o País vive e Lula, que dela se apossou como se fosse obra exclusiva sua. Se tudo converge nos objetivos e se estamos vivendo um bom momento na economia, podem pensar alguns, melhor não trocar o certo pelo duvidoso. Só que o certo foi uma situação herdada, que, embora aperfeiçoada, tem a marca original do fabricante, e o duvidoso é a disposição da herdeira eleitoral de continuar a se inspirar na matriz originária. O candidato da oposição, esse, sim, traz consigo a marca de origem: ajudou a construir a estabilidade, a melhorar as políticas sociais e a promover o progresso econômico.Não nos iludamos. O voto decidirá entre dois modelos de sociedade. Um mais centralizador e burocrático, outro mais competitivo e meritocrático. No geral, ambos os oponentes levarão adiante o capitalismo. Estamos longe dos dias em que o PT e sua candidata sonhavam com o que Lula nunca sonhou: o controle social dos meios de produção e uma sociedade socialista. Mas estamos mais perto do que parece de concretizar o que vem sendo esboçado neste segundo mandato petista: mais controle do Estado pelo partido, mais burocratização e corporativismo na economia, mais apostas em controles não democráticos, além de maior aproximação com governos autoritários, revestidos de retórica popular.A escolha a ser feita é, portanto, decisiva. Como tudo indica, o teatro eleitoral está-se organizando para esconder o que verdadeiramente está em discussão. Há muita gente nas elites (vilipendiadas pelo lulismo nos comícios, mas amada pelos governantes e beneficiada por suas decisões econômico-financeiras) aceitando confortavelmente a tese de que tanto dá como tanto deu. Dê cara ou dê coroa, sempre haverá "um cara" para desapertar os sapatos. Ledo engano. Há diferenças essenciais entre as duas candidaturas polares. Feitas as apostas e jogado o jogo, será tarde para choramingar: "Ah, eu nunca imaginei isso." Melhor que cada um trate de aprofundar as razões e consequências de seu voto e escolha um ou outro lado. Há argumentos para defender qualquer dos dois. Mas que não são a mesma coisa, não são. E não porque num governo haverá fartura e noutro, escassez, para pobres ou ricos. E sim porque num haverá mais transparência e liberdade que no outro. Menos controle policialesco, menos ingerência de forças partidário-sindicais. E menos corrupção, que mais do que um propósito é uma consequência.SOCIÓLOGO, FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA
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Marcadores: Campanha eleitoral, Fernando Henrique Cardoso
domingo, 25 de julho de 2010
Crime sobre crime; e ainda debocham da Justica
O país quer saber os nomes dos mandantesAugusto NunesDireto ao Ponto, 24/07/2010“Isso é a espetacularização do nada”, recitou Dilma Rousseff em sucessivas entrevistas depois de pilhada em flagrante fabricando, nas catacumbas da Casa Civil, um dossiê atulhado de calúnias envolvendo Fernando Henrique e Ruth Cardoso. Os jornalistas mal começavam a formular a pergunta e lá vinha a expressão indigente ─ que ainda não usou para livrar-se de ser julgada por reincidência. Talvez tenha entendido que é ínútil debitar na conta da espetacularização do nada a repercussão dos casos do dossiê contra José Serra e do estupro do sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB. Desta vez, Dilma terá de arranjar algum álibi menos raquítico. O Brasil que presta quer saber quem reativou a usina de papelórios bandidos e exige a identificação dos autores das delinquências gravíssimas.Não faz tanto tempo assim, os envolvidos em bandalheiras de grosso calibre saíam de circulação por algum tempo. Hoje o período de quarentena, quando há, restringe-se aos soldados rasos. Os superiores não só permanecem no local do crime como acusam as vítimas, debocham da plateia, provocam a polícia e desdenham da Justiça. O companheiro José Eduardo Dutra, por exemplo, resolveu processar José Serra pelo pecado de ter responsabilizado os responsáveis. Confrontado com a revelação da infâmia que atingiu Eduardo Jorge, avisou que o problema é da Receita Federal e dos agredidos.O deputado Rui Falcão, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff, dedicou ao assunto seis palavras: “O fato não merece nossa preocupação”. Mas a turma por trás do fato merece cadeia, berraria em resposta o Brasil inteiro se não parecesse apalermado pela institucionalização da impunidade. Os culpados não se preocupam com o merecidíssimo castigo por confiarem na proteção do presidente, na indulgência do Judiciário e na abulia que paralisa milhões de brasileiros. Quem se considera intocável sempre engorda o prontuário. Assim, ao dossiê cafajeste e ao sigilo estuprado somou-se a acobertamento dos mandantes e executores da ação criminosa.Em qualquer país sério, as investigações não iriam ãlém de algumas horas, consumidas na coleta das abundantes provas materiais e na tomada de meia dúzia de depoimentos prestados por figuras que entendem do assunto e sabem muito sobre as ocorrências recentes. Todos tem endereço certo e sabido. Na sede da campanha de Dilma Rousseff, por exemplo, estão Antonio Palocci, que encomendou o estupro da conta bancária do caseiro Francenildo Costa, e a própria candidata, que encomendou o dossiê contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, além dos companheiros que contrataram os encarregados do serviço sujo. Na sucursal paulista do PT pode ser encontrado Aloísio Mercadante, especialista em espionagens alopradas. Eles poderão dizer quem produziu e dirigiu esse filme policial classe C.Para desvendar o caso da violação das declarações de imposto de renda, basta submeter a um interrogatório que mereça tal nome o superintendente da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, preveni-lo dos riscos do perjúrio e alertá-lo para as consequências da cumplicidade ativa. Cartaxo precisa interromper imediatamente o falatório diversionista e identificar os figurões que arquitetaram a operação. O dossiê contra FHC foi engavetado pela invenção de um “banco de dados” da Casa Civil e pelo afastamento de um assessor disposto a sobreviver em silêncio. Os reincidentes estão tentando reprisar a esperteza com uma analista do Fisco.Cada vez mais atrevidos, começam a costurar a fantasia que apresenta como estupradora uma funcionária que nem é ligada a partidos. Deve ter agido por curiosidade, portanto. Os fora-da-lei querem convencer os homens honestos de que o Código Penal não vale para todos. Além do presidente Lula, o resto do governo e o comando do PT resolveram tratar como imbecis todos os eleitores. Eduardo Jorge já deixou claro que não é: continua lutando corajosamente pelo esclarecimento do crime. Todos os oposicionistas, e com mais agressividade os candidatos, precisam juntar-se ao combatente solitário.Os brasileiros prontos para engajar-se na resistência são bem mais numerosos do que imagina o grande clube dos cafajestes. E exigem a pronta identicação dos mandantes.
Postado por Paulo R. de Almeida às 11:28 3 comentários
Marcadores: crimes politicos, PT
sábado, 24 de julho de 2010
O PT e as FARC: uma velha ligacao...
PT e FARC são irmãos siamesesFélix MaierUsina de Letras, 21/07/2010O PT que se prepare, pois há um cipoal de provas sobre a relação com as FARCProva dos noveUcho Hadadd - ucho.infoQue o PT sempre teve carência de quadros, em qualidade e quantidade, para assumir a responsabilidade de comandar uma nação todos sabiam. É fato que há respeitadas e honrosas exceções, mas a maioria abusa da falta de bom senso, que se torna ainda maior por conta do poder.Como tem insistido o ucho.info nos últimos dois dias, o candidato a vice na chapa de José Serra vem provocando enorme incômodo no entourage da campanha de Dilma Rousseff. O que mostra que Índio da Costa apresenta bom desempenho como catalisador da ira petista.O mais novo ataque ao deputado federal pelo Democratas do Rio de Janeiro partiu do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo da Silva, que foi escalado para rebater as acusações de que o PT tem ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc.Fazendo jus à falta de compostura que o emoldura, Paulo Bernardo usou adjetivos como “idiota” e “despreparado” ao destilar seu veneno na direção do vice do presidenciável tucano. “O comportamento desse rapaz mostra que ele não está preparado. É uma pessoa despreparada e é ruim inclusive para o candidato da oposição colocar uma pessoa que se comporta como idiota, porque, francamente, o comportamento dele é um comportamento de idiota”, declarou o ministro.O PT pode espernear à vontade por conta das declarações de José Serra e Índio da Costa, ao mesmo tempo em que o presidente do partido, José Eduardo Dutra, pode acionar a Justiça quantas vezes quiser, pois a relação com as Farc é inegável por vários motivos. O primeiro deles é de fácil constatação e está muito próximo do presidente Lula da Silva. A Presidência da República contratou, em 2009, Angela Maria Slongo, mulher do padre Olivério Medina, representante das Farc no Brasil. Atualmente ela dá expediente no Miistério da Pesca. Ou seja, de chofre a gritaria petista já perde força.No site do Foro de São Paulo há outra prova dessa incestuosa relação. Na página “Partidos Miembros” é possível encontrar os que fazem parte do grupo. E entre tantos lá estão o partido dos Trabalhadores e as FARC, como destaca o brilhante jornalista Carlos Brickmann.Para fazer com que a vuvuzela rouge que ronca no Palácio do Planalto diminua o tom, o Youtube tem em seus arquivos um vídeo de um encontro do Foro de São Paulo realizado em 2009, no Uruguai, em que as FARC e o PT são citados como membros fundadores do grupo. Lá estiveram alguns petistas históricos, como Marco Aurélio Garcia, José Eduardo Cardozo, Valter Pomar, Nilmário Miranda e Raul Pontes.VídeoSe mesmo assim a revoltada horda petista não se convencer, não custa lembrar que por ocasião da recente libertação de alguns prisioneiros das FARC, a organização narco-guerilheira convocou Marco Aurélio Garcia para servir de testemunha.Mas as provas não param por aí. Na corrida presidencial de 2006 surgiu a informação de que as FARC teriam doado US$ 5 milhões à campanha de Lula da Silva, que à época tentava a reeleição. O assunto foi negado pelo Palácio do Planalto, até porque ninguém seria insano de confirmar, mas na Abin há quem garanta que é tudo verdade.Mesmo assim, alguns petistas podem carecer de provas adicionais. Não é de hoje que o crime organizado mantém estreitas ligações com as FARC. Tanto é verdade, que o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi preso na selva colombiana após meses de convívio com os narco-terroristas. Uma das organizações criminosas que se relacionam continuamente com as FARC acionou seus integrantes em 2006 para pedir votos ao então candidato a deputado federal José Genoíno. A polícia paulista interceptou telefonemas que não deixam dúvidas dessa relação umbilical.Por fim, o ex-líder das FARC, Raúl Reyes, morto em março de 2008, escreveu ao presidente Lula da Silva, em 2002 e 2003, sugerindo que o vereador Édson Antônio Albertão, do PT de Guarulhos, fosse o elo entre a organização e o governo do petista.É verdade que não se pode esperar muito de um ministro de Estado que no início de seu convívio com o Twitter utilizava o microblog para anunciar ao mundo os seus bebericos, mas Paulo Bernardo, que não é nenhum descendente de Aladim, deve ser lembrado da importância do cargo que ocupa com forma de evitar declarações estapafúrdias.Resumindo, o PT e as FARC não são xifópagos, mas certamente são irmãos gêmeos.
Postado por Paulo R. de Almeida às 13:35 0 comentários
Marcadores: FARC, PT, relacoes perigosas
Candidatos a governador da Bahia estimam gastar R$ 76 milhões na campanha
O candidato ao Governo pelo PMDB, Geddel Vieira Lima, declarou uma previsão de gastos com a campanha eleitoral de R$ 30 milhões, ao registrar sua candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), na segunda-feira (5).
O valor é 15,3% superior ao que pretende gastar o governador Jaques Wagner (PT) – R$ 26 milhões. Em 2006, Wagner previu gastos em torno de R$12 milhões. Em terceiro lugar no ranking das campanhas mais ricas, está o ex-governador Paulo Souto (DEM), com R$ 20 milhões, contra R$ 10,8 milhões de 2006.
Nos quatro anos, a inflação acumulada foi de 22%, mas os gastos com a campanha de ambos dobrou. Os coordenadores ressaltam que este valor pode variar para mais ou menos. O valor se refere somente ao 1° turno da campanha eleitoral
O valor é 15,3% superior ao que pretende gastar o governador Jaques Wagner (PT) – R$ 26 milhões. Em 2006, Wagner previu gastos em torno de R$12 milhões. Em terceiro lugar no ranking das campanhas mais ricas, está o ex-governador Paulo Souto (DEM), com R$ 20 milhões, contra R$ 10,8 milhões de 2006.
Nos quatro anos, a inflação acumulada foi de 22%, mas os gastos com a campanha de ambos dobrou. Os coordenadores ressaltam que este valor pode variar para mais ou menos. O valor se refere somente ao 1° turno da campanha eleitoral
Conheça todos os pré-candidatos à Presidência da República
Dia 5 de julho é o último dia para os partidos políticos e coligações apresentarem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o requerimento de registro de candidatos que vão concorrer à Presidência da República. Entretanto, os principais concorrentes já anunciaram suas pretensões eleitorais e começaram a pré-campanha ainda neste primeiro semestre.Confira abaixo quem são os pré-candidatos já declarados e veja como acompanhar suas atividades, seja por meio de blogs ou do Twitter. Se confirmados, serão 12 os concorrentes à Presidência.
VEJA O PERFIL DOS POLÍTICOS QUE PODEM CONCORRER À PRESIDÊNCIA
Américo de Souza (PSL)Bacharel em direito, ciências econômicas,administração, ciências contábeis e pós-graduadoem engenharia administrativo-econômica. Éex-deputado federal e ex-senador pelo Maranhão.Em 2006, foi candidato a vice-presidente.http://www.pslnacional.org.br/ e Twitter:@AmericoPSL
Dilma Rousseff (PT)É natural de Belo Horizonte. Formada em Economia, foi secretária estadual de Minas, Energia e Comunicação no Rio Grande do Sul. No governo Lula, foi ministra de Minas e Energia e depois ministra-chefe da Casa Civil.
http://www.dilmanaweb.com.br/ e Twitter: @dilmabr
Ivan Pinheiro (PCB)Advogado, é secretário geral do PCB. Foi presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. Já se candidatou a deputado federal e a vereador. Também já disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro.http://www.pcb.org.br/
José Maria Eymael (PSDC)Nasceu em Porto Alegre, é formado em direito, com especialização na área tributária, e em filosofia pela PUC-RS. Há mais de 30 anos atua como empresário nas áreas marketing e comunicação. Ex-deputado federal, já disputou a Presidência duas vezes.
http://www.psdcbrasil.org.br/ e Twitter: @eymael
José Serra (PSDB)Ex-governador de São Paulo, já foi deputado federal, senador e ministro da Saúde e do Planejamento. Tem formação superior em Economia, concluída no Chile, e em Engenharia, pela Universidade de São Paulo.
http://www.serraescreve.blogspot.com e Twitter: @joseserra_
Levy Fidélix (PRTB)Atuou como apresentador de TV, diretor de criação em agências de publicidade e professor. Foi um dos fundadores do PL e esteve no PTR. Já disputou eleições para presidente da República, prefeito de SP, governador, vereador e deputado federal.
Site http://www.prtb.org.br/ e Twitter: @levyfidelix
Marina Silva (PV)Nasceu no Acre, onde formou-se em história. Foi vereadora em Rio Branco, deputada estadual e senadora. Atuou no governo Lula como ministra do Meio Ambiente, de 2003 a maio de 2008. Participou da fundação do PT, do qual se desfiliou em 2009.
Site: http://www.minhamarina.org.br/ e Twitter: @silva_marina
Mário de Oliveira (PTdoB)Nasceu em Aquidauana, em Mato Grosso do Sul. É graduado em engenharia mecânica pela Unesp, bacharel em Direito pela PUC-SP e pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas-SP.http://www.mariooliveira.com.br/ e Twitter: @mariooliveira70
Oscar Silva (PHS)Maranhense, vive atualmente em Brasília. É advogado e secretário geral nacional do PHS. Entrou para a política no PMDB. Está filiado há cinco anos ao PHS. Já disputou duas eleições para deputado.Site: http://www.oscarsilva2010.com.br/
Plínio Sampaio (Psol)Promotor público aposentado, é mestre em desenvolvimento econômico internacional pela Universidade de Cornell (EUA). Tem atuação junto à Igreja Católica. É presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária.http://pliniopresidente.com/ e Twitter: @pliniodearruda
Rui Pimenta (PCO)Formado em jornalismo, participou da fundação do PT, com atuação em SP e no ABC. Na década de 80, atuou no sindicalismo. Após ajudar a fundar o PCO em 1996, foi candidato a vereador, a deputado federal e a prefeito de São Paulo.http://www.pco.org.br/ruicostapimenta/
Zé Maria (PSTU)Metalúgico, participou dos movimentos sindicais no ABC na década de 1970. Foi um dos fundadores do PT, do qual saiu nos anos 90. É um dos fundadores e atual presidente nacional do PSTU. Integra a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas).
Site: http://www.pstu.org.br/ e Twitter: @zemaria_pstu
VEJA O PERFIL DOS POLÍTICOS QUE PODEM CONCORRER À PRESIDÊNCIA
Américo de Souza (PSL)Bacharel em direito, ciências econômicas,administração, ciências contábeis e pós-graduadoem engenharia administrativo-econômica. Éex-deputado federal e ex-senador pelo Maranhão.Em 2006, foi candidato a vice-presidente.http://www.pslnacional.org.br/ e Twitter:@AmericoPSL
Dilma Rousseff (PT)É natural de Belo Horizonte. Formada em Economia, foi secretária estadual de Minas, Energia e Comunicação no Rio Grande do Sul. No governo Lula, foi ministra de Minas e Energia e depois ministra-chefe da Casa Civil.
http://www.dilmanaweb.com.br/ e Twitter: @dilmabr
Ivan Pinheiro (PCB)Advogado, é secretário geral do PCB. Foi presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. Já se candidatou a deputado federal e a vereador. Também já disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro.http://www.pcb.org.br/
José Maria Eymael (PSDC)Nasceu em Porto Alegre, é formado em direito, com especialização na área tributária, e em filosofia pela PUC-RS. Há mais de 30 anos atua como empresário nas áreas marketing e comunicação. Ex-deputado federal, já disputou a Presidência duas vezes.
http://www.psdcbrasil.org.br/ e Twitter: @eymael
José Serra (PSDB)Ex-governador de São Paulo, já foi deputado federal, senador e ministro da Saúde e do Planejamento. Tem formação superior em Economia, concluída no Chile, e em Engenharia, pela Universidade de São Paulo.
http://www.serraescreve.blogspot.com e Twitter: @joseserra_
Levy Fidélix (PRTB)Atuou como apresentador de TV, diretor de criação em agências de publicidade e professor. Foi um dos fundadores do PL e esteve no PTR. Já disputou eleições para presidente da República, prefeito de SP, governador, vereador e deputado federal.
Site http://www.prtb.org.br/ e Twitter: @levyfidelix
Marina Silva (PV)Nasceu no Acre, onde formou-se em história. Foi vereadora em Rio Branco, deputada estadual e senadora. Atuou no governo Lula como ministra do Meio Ambiente, de 2003 a maio de 2008. Participou da fundação do PT, do qual se desfiliou em 2009.
Site: http://www.minhamarina.org.br/ e Twitter: @silva_marina
Mário de Oliveira (PTdoB)Nasceu em Aquidauana, em Mato Grosso do Sul. É graduado em engenharia mecânica pela Unesp, bacharel em Direito pela PUC-SP e pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas-SP.http://www.mariooliveira.com.br/ e Twitter: @mariooliveira70
Oscar Silva (PHS)Maranhense, vive atualmente em Brasília. É advogado e secretário geral nacional do PHS. Entrou para a política no PMDB. Está filiado há cinco anos ao PHS. Já disputou duas eleições para deputado.Site: http://www.oscarsilva2010.com.br/
Plínio Sampaio (Psol)Promotor público aposentado, é mestre em desenvolvimento econômico internacional pela Universidade de Cornell (EUA). Tem atuação junto à Igreja Católica. É presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária.http://pliniopresidente.com/ e Twitter: @pliniodearruda
Rui Pimenta (PCO)Formado em jornalismo, participou da fundação do PT, com atuação em SP e no ABC. Na década de 80, atuou no sindicalismo. Após ajudar a fundar o PCO em 1996, foi candidato a vereador, a deputado federal e a prefeito de São Paulo.http://www.pco.org.br/ruicostapimenta/
Zé Maria (PSTU)Metalúgico, participou dos movimentos sindicais no ABC na década de 1970. Foi um dos fundadores do PT, do qual saiu nos anos 90. É um dos fundadores e atual presidente nacional do PSTU. Integra a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas).
Site: http://www.pstu.org.br/ e Twitter: @zemaria_pstu
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